18/06/2015

Experiência gastronômica: a raclette.

O post de hoje é super especial e mais explicativo impossível. A minha amiga Mari do @magikhome nos conta tudo sobre a experiência gastronômica da Raclette. Vamos às explicações!!


Olá queridos leitores,

A convite da minha amiga Dani, é com muito prazer que venho hoje falar um pouco sobre a raclette, queijo típico da Suiça, país onde moro há 4 anos. Diferentemente do que muitos pensam, a raclette não é um aparelho usado à mesa para derreter queijos. Ela é o queijo em si, à base de leite de vaca, de massa dura prensada e não cozida. Na Suíça, ao contrário do Brasil, não se conhece a idéia de usar o aparelho para outros tipos de queijos.

A palavra raclette vem do verbo francês racler, que significa raspar. Isso porque a tradição é pegar a peça inteira do queijo, cortá-la ao meio, esquentar sua parte central e quando o queijo derreter, raspar a parte derretida diretamente no prato de quem vai comer, como aparece na foto abaixo.


                                                    (imagem: www.raclette-du-valais.ch)


Conta a lenda que um camponês chamado Léon foi o inventor da raclette. Dizem que esse morador do cantão de Valais, na Suiça, em um dia de inverno glacial, aproximou um pedaço de queijo do fogo e o serviu a seus amigos. Foi um sucesso e a invenção atravessou as fronteiras da região, sendo cada vez mais conhecida e apreciada. Hoje, existe uma certa variedade de raclettes, como as aromatizadas com pimenta vermelha ou do reino, com alho, defumadas, com ervas, versão light, etc.

Raclette de alho e pimenta
                                                           
                         Raclette tradicional                                          

                                                                     Raclette light                                                                       

Quanto à racleteira, aparelho usado para derreter a raclette, há diversos tipos: os com vela, os com resistência elétrica, os que são para a peça inteira de queijo ou para o queijo em fatias. Esses últimos, pela praticidade, são os mais comuns de se ter em casa. Aqui por exemplo, temos dois, um para oito pessoas e outro menor, para quando fazemos só eu e meu marido.

                                              Racleteira à vela (imagem: www.amazon.de)

       Racleteira com resistência elétrica (image: http://www.hellopro.fr)





 Racleteira elétrica para raclette em fatias, para 8 pessoas (www.melectronics.ch)



Os acompanhamentos mais comuns da raclette são pequenas batatas cozidas com a casca, fatias de pão, páprica em pó e picles de pepino e cebola. Porém, muitas pessoas acrescentam outros acompanhamentos como o bacon, alguns tipos de salsichões, mini milho em conserva, molho de cebola, cebolas fritas. Quanto à bebida, pode ser vinho tinto ou branco, mas que seja jovem e pouco ácido.

Por aqui, como eu e meu marido preferimos raclette à fondue, fazemos esse prato com uma certa frequência, seja no inverno ou no verão. No verão, às vezes usamos a sacada, pois evita cheiro dentro de casa e ainda temos uma brisa para refrescar, mas como na Suiça, o verão tem dias com temperaturas abaixo dos 15 graus, normalmente fazemos na sala de jantar mesmo. Essas fotos que vocês vão ver são do nosso último jantar com raclette, feito especialmente para ilustrar esse post!

Mesa montada para dois:



A estrela da noite:


Os acompanhamentos: bacon, batatas cozidas, cebolas fritas, páprica em pó, picles de pepino, cebola e milho e molho de cebola:






 Nossa racleteira para dois e as mini-frigideiras para o queijo:



Nós preferimos colocar o bacon para fritar junto com o queijo, pois faz menos sujeira e ainda deixa a gordura do bacon aromatizar o queijo – tudo bem light #sqn! Mas muitas pessoas usam a grelha superior da racleteira para fritar carnes, linguiças, salsichas, etc.



Agora é só aproveitar! A raclette está pronta, derretendo em cima das batatas.



No Brasil, infelizmente, a produção de raclette é ainda bem pequena, mas pesquisando na internet, encontrei o site de um produtor mineiro, que envia o queijo pelos correios. Nunca provei, mas acho que vale a pena tentar! O site é http://www.raclette.com.br.

Para terminar, gostaria de agradecer a Dani pelo convite e espero que vocês tenham gostado. Qualquer dúvida, estou à disposição no Instagram @magikhome ou no email mari_giordani@yahoo.com.br. Vou adorar conversar com vocês!

Beijos,
Mariana

Falei que a Mari caprichou na explicação. Só tenho que agradecer por esse post tão rico. Para quem me perguntou sobre a raclatte que eu comprei, agora, já podem tirar suas próprias conclusões. E complementando o que a Mari falou: aqui é difícil achar o queijo próprio para Raclette mas vocês podem utilizar bons queijos que derretam facilmente e desfrutar desse prazer.

Beijocas - dessa vez da Dani!!  

9 comentários:

  1. Adorei participar do blog, Danikka! Mais uma vez, obrigada pelo convite! bjssss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu amei sua presença!! Você arrasa com seus detalhes!! Obrigada, lindona!!

      Beijos!!

      Excluir
  2. Parabéns pelo post...muito bem explicado e ricamente ilustrado com fotos...deu vontade de comer...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade, Fernanda!! Nada como detalhes.Uma ótima quinta!!

      Beijos!!

      Excluir
  3. Parabéns pelo post...muito bem explicado e ricamente ilustrado com fotos...deu vontade de comer...

    ResponderExcluir
  4. Achei o Maximo meninas, quero ir comer raclatte nacasa de vcs!!! beijosss da Gi

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vem, Gi!! Adorei essa nova experiência. Beijocas, lindona!!

      Excluir
  5. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  6. Oi Dani, sou a Soraya a produtora do raclette aqui no Brasil, meu marido Dieter esta ai na Suíça e me enviou seu link.
    Agradeço por citar nosso site, e por sinal nosso queijo é muito bom.
    Tenho uma pagina no Facebook também, "queijo raclette da fazenda São Francisco".
    Um abraço.

    ResponderExcluir